sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Teasers do prólogo de Siege, nova mini na Marvel



Já comentei aqui sobre Siege, o “grande evento” da Marvel para 2010 que vai reunir novamente Capitão América, Homem de Ferro e Thor.

Esta semana, a Marvel soltou vários teasers do prólogo desta minissérie, chamado Siege – The Cabal, que chega às bancas americanas dia 2 de dezembro. São três imagens (acima) e o vídeo abaixo.

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O trailer é um resumo do que Bendis vem fazendo com o Universo Marvel desde que assumiu os Vingadores e criou o arco A Queda. Siege deve ser uma espécie de encerramento desta fase, com a derrota definitiva (?) de Norman Osborn.

O prólogo será desenhado por David Finch; a mini, por Oliver Coipel.

Abaixo, o texto obrigatório da Marvel:

SIEGE is coming! It’s all been leading up to this universe shattering four issue limited series from the superstar team of Brian Michael Bendis and Olivier Coipel! Following the events of Dark Reign: The List, Norman Osborn sets his sights set on Asgard and nothing will stop him from completing his mission. But what does he want? How do Loki and Thor figure in? And just how does this relate to the inner strife between the Cabal? Marvel’s greatest heroes unite against the deadliest threat they’ve ever faced, but even they have no idea what’s coming next. It’s time for the most jaw dropping comic book event of the decade begins in December with Siege: The Cabal and continues in January’s SIEGE #1!

Mais uma HQ inédita de Raio Negro

A revista lançada pela editora Júpiter II, de José Salles, está na 10ª edição e traz dois roteiros inéditos escritos por Gedeone Malagola antes de falecer, em setembro do ano passado.

O primeiro é baseado em argumento de Rodolfo Zalla, outro veterano dos quadrinhos brasileiros, e foi ilustrado por Douglas Félix. A história mostra Raio Negro às voltas com um vilão que vem se passando pelo herói.

O outro, do Homem-Lua e a tribo dos esqueletos, foi desenhado por Renato Rei. A arte-final de ambas histórias e a capa são de Luiz Meira. “Todos souberam manter as características dos personagens, sem desvirtuá-los”, diz Salles.

O editor previne que a revista teve um problema de impressão e saiu com qualidade inferior aos demais lançamentos da Júpiter II.

Raio Negro 10 tem 28 páginas, capa colorida e miolo p&b. Pedidos podem ser feitos pelo e-mail jupiter2editora@yahoo.com.br.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

10 anos do Estúdio Impacto

A comemoração acontece neste sábado (7), a partir das 16h, na nova sede da Vila Madalena (Rua General Góis Monteiro, 521).

Na programação, workshop com Luke Ross, artista da Marvel e um dos fundadores da Impacto, e abertura da exposição com obras de importantes desenhistas como José Luiz Garcia-Lopez, Roger Cruz, Luke Ross, Fabio Laguna, Manny Clark, Mike Deodato, Gabriel Bá e Fabio Moon, Brian Hitch e outros.

A festa termina com um coquetel de confraternização às 18h30.

Mais informações pelo telefone (11) 5072-6161.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Lobo vai para o inferno!

Boa notícia para os fãs do Maioral. Afinal, faz tempo que o personagem não dá as caras numa minissérie solo...

Chega esta semana às bancas americanas a primeira parte (de duas) de Lobo: Highway to Hell, escrita pelo guitarrista da banda de rock pesado Anthrax, Scott Ian, em sua estreia nos quadrinhos, com desenhos do veterano Sam Kieth.

Depois de arrepiar o Paraíso nos anos 90 na mini Lobo Está Morto, agora o Maioral vai arrumar encrenca com o andar de baixo. Na verdade, é o próprio Satanás quem provoca a briga, interessado na alma devassa do último czarniano.

Para mostrar que não está de brincadeira, o cramulhão manda um recado duro, cravado a adaga no corpo de um dos golfinhos de estimação de Lobo! A sinopse ainda promete chiuauas demoníacos, o pior cruzeiro marítimo do mundo, explosões lunares, cabeças decepadas e mais barbaridades.

Lobo: Highway to Hell #1 tem 64 páginas e preço de US$ 6,99. Agora é torcer para a Panini lançar logo por aqui. A última mini do Maioral, Lobo Unbold, só saiu no Brasil 10 meses depois do mercado americano.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Episódio Musical de Batman: The Brave and The Bold

Os produtores do novo desenho animado do Batman não param de se superar. Até aí, nenhuma surpresa, como também não surpreende o Homem-Morcego envolvido num musical.

No quinto episódio da terceira temporada do seriado Liga da Justiça, This Little Pig (Esta Porquinha), Batman é obrigado a soltar a voz para reverter o encanto que transformou a Mulher-Maravilha na tal porquinha do título – ele interpreta a canção Am I Blue? (Solidão, na versão em português).

De todo modo, Mayhem of The Music Meister é o primeiro programa totalmente musical num seriado animado de super-heróis, até onde sei. O episódio foi ao ar nos Estados Unidos no dia 23 de outubro, mas só consegui assisti-lo no feriadão de Finados e recomendo fortemente.

O vilão Music Meister foi criado especialmente para o desenho e tem o dom de dominar a mente dos outros com suas canções. As primeiras vítimas são Grodd, Arraia Negra e Rei Relógio, Aquaman, Canário Negro e Arqueiro Verde, estes tentando impedir aqueles de roubar um satélite.

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A cena acima mostra o momento em que Music Meister enfrenta Batman e toma conta ele mesmo do satélite. O plano é ampliar seus poderes vocais para dominar todo o planeta.

A isto se seguem novas lutas e canções. O ponto alto é quando a Canário revela seu amor platônico por Batman ao mesmo tempo em que o vilão se apaixona pela voz da heroína, formando um improvável dueto em If Only.

Parte da canção volta a ser interpretada no final, quando o Arqueiro Verde finalmente se declara para Canário. Curiosamente, o único sem um número musical é o próprio Batman.

Destaque também para a interpretação magistral de Neil Patrick como o Music Meister e para os hilários figurinos utilizados pelo vilão ao longo do programa, cada um deles representando um estilo musical.

Bom de ver, bom de ouvir, The Mayhem of The Music Meister foi anunciado e recebeu uma prévia em julho, durante a San Diego Comic Con. É, sem dúvida, um dos melhores episódios de The Brave and The Bold.

Considerando a qualidade desta animação, não é pouca coisa.

Anthony Hopkins viverá Odin no cinema

Melhor notícia não poderia haver para os fãs do Deus do Trovão – que já começam a roer as unhas na expectativa do filme que estreia em 2011.

Até a semana passada, o astro ainda estava “em negociação” com o estúdio. Apesar de não ter havido uma confirmação oficial, sua participação como o Todo-Poderoso pai de Thor e senhor do reino dourado de Asgard já é dada como certa.

Nada mal. Para um filme que começou escolhendo os desconhecidos Chris Hemsworth e Tom Hiddleson para os papéis principais – Thor e Loki, respectivamente – aos poucos a produção vai se enchendo de estrelas como Natalie Portman, Jamie Alexander e, agora, Hopkins – sem falar na direção de Kenneth Branagh.

Odin apareceu pela primeira vez nos quadrinhos na revista Journey Into Mystery 85, de outubro de 1962. Um ano depois, na edição 97, sua origem foi detalhada: ele é neto de Buri, o primeiro deus asgardiano, e filho de Bor e Bestla, uma descendente dos gigantes de gelo. Junto com seus irmãos Vili e Ve, derrotou o gigante Ymir e criou o universo. Odin é auxiliado por dois corvos, Huggin e Muninn, que atuam como extensões de seu poder.

Nos quadrinhos, ele já foi dado como morto em duas ocasiões: na década de 80 e no início dos anos 2000, ambas em batalha contra o demônio Surtur. Na primeira vez, o trono de Asgard foi ocupado por Balder; na segunda, por seu filho Thor.

JediCon comemora 10 anos

O evento, que acontece dia 14 de novembro, é uma convenção brasileira de fãs da série Star Wars e de ficção científica em geral. Na programação, concurso de cosplays (fantasias dos personagens), palestras, apresentações coreografadas, sorteios, exibições de vídeos e outras atrações.

O destaque deste ano fica por conta da presença do ator Jeremy Bulloch, que interpretou o caçador de recompensas Boba Fett nos filmes O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi.

O ingresso custa R$ 25 e toda a bilheteria é destinada para arrecadação de alimentos e doação.

SERVIÇO:
Dia: 14 de Novembro
Local: APCD – Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (Rua Voluntários da Pátria, 547 – Santana -próximo à estação Portuguesa-Tietê do Metrô)
Horário: das 10:00 às 18:00
Informações: http://www.conselhosp.com.br/jedicon ou contato@conselhosp.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Livro: A Arte de Ditko

A IDW coloca à venda no próximo dia 25 o livro The Art of Ditko, editado por Craig Yoe.

A biografia traz histórias desenhadas pelo grande artista, reprodução de originais e ensaios escritos por Craig Russel, John Romita e Jerry Robinson. A introdução é de Stan Lee, seu parceiro na criação do Homem-Aranha e do Doutor Estranho.

Pequena biografia:
Formado pela Cartoonists and Illustrators School de Nova York, Steve Ditko publicou seu primeiro trabalho em 1953, pela DC Comics, na revista Fantastic Fears. No ano seguinte, começou uma intensa produção de quadrinhos para a Charlton Comics, onde criou o Capitão Átomo, em 1960.

Estreou na Marvel com as revistas Strange Tales, Journey Into Mystery e Two Gun Western. Em 1966, Ditko deixou a editora e voltou para a Charlton, onde reformulou o Besouro Azul e voltou a trabalhar com seu Capitão Átomo.

Nos anos seguintes, continuou desenhando ativamente para várias editoras, como a DC, a Eclipse, Dark Horse e a própria Marvel. Atualmente, leva uma vida reclusa em Nova York.

Seus problemas de relacionamento com Stan Lee começaram já no tempo em que ambos criavam as histórias do Homem-Aranha, na primeira metade dos anos 60. As causas do afastamento dos dois nunca foram bem explicadas.

O clima esquentou mesmo décadas depois, numa entrevista de Ditko para a revista americana Wizard, em 2002. A polêmica envolveu os créditos pela criação do Homem-Aranha que, na sua visão, estavam sendo atribuídos exclusivamente a Stan Lee.

A sinopse divulgada pela IDW não revela se esta passagem da vida do artista é explorada nem o preço. É o tipo de lançamento que, infelizmente, nunca veremos por aqui.

5 Perguntas para Estevão Ribeiro

A partir desta semana, Papo de Quadrinho retoma a seção 5 Perguntas Para..., com minientrevistas de artistas e profissionais ligados aos quadrinhos. Para recomeçar, falamos com um jovem quadrinhista que vem provando que com dedicação e planejamento, o mercado não é assim tão hermético.

Ilustrador profissional e escritor, até recentemente a criação mais conhecida deste capixaba de 30 anos era o personagem para quadrinhos Tristão, que já foi publicado em jornais, nas coletâneas Graphic Talents e Imbróglio Capixaba e em HQs independentes.

Ao mesmo tempo em que concluía o romance autobiográfico Enquanto Ele Estava Morto, Estevão criou as tiras Os Passarinhos, que ele começou publicando na Internet e, logo depois, na revista MAD brasileira. Hoje os passarinhos já constam do portfolio de uma agência de representação e ganharam uma coletânea independente (em pré-venda).

Estevão Ribeiro responde as cinco perguntas do Papo de Quadrinho desta semana:

1) Uma das coisas que mais se ouve por aí é que o mercado brasileiro é avesso aos quadrinhistas nacionais. Como você explica o sucesso de Os Passarinhos?
Eu não considero Os Passarinhos um sucesso, mas uma recompensa. Faço quadrinhos há dez anos e escrevi muita coisa, investi muito no ofício de quadrinhista. Os Passarinhos surgiram agora, mas talvez eu só tenha alcançado a maturidade pra desenvolvê-los após anos de experimentações em diversas áreas, de projetos, portas fechadas na cara, estudos involuntários ou forçados. Os Passarinhos demoraram dez anos para nascer.
Quando desenhei os personagens ao acaso, enquanto esperava uma reunião, eu os achei bonitinhos e que poderiam render boas histórias. Aí, tive que me preocupar com o direcionamento: eles serão sacanas? Falarão palavrão? Serão ingênuos? Eu analisei as tiras que fazem sucesso: Calvin & Haroldo, Frank & Ernest, Snoopy, Mafalda... Decidi fazer um material com um humor mais acessível possível. O planejamento aconteceu nesse campo; no outro foi o senso de oportunidade mesmo. Os blogs são fáceis de se manter; se você se programar, os leitores não os abandonam. O Twitter foi a grande alavanca para divulgação. Tenho investido cerca de três a seis horas do meu dia nos
Passarinhos. Divulgando, fazendo contatos, desenhando...

2) E essa história do Neil Gaiman comentar no Twitter sobre sua tira com o personagem Piu Gaiman?

O Hector é um passarinho escritor e eu sempre que posso o coloco nas enrascadas que ouço nos bastidores de lançamentos, e uma das piores coisas é ter dois lançamentos no mesmo dia. Pior ainda se um for muito famoso e o outro é um desconhecido. Então pensei na minha situação: Se eu estivesse lançando um livro, qual seria a última pessoa que eu queria numa mesa ao lado autografando? Neil Gaiman! Então, coloquei o Hector nessa situação, com uma versão “Passarinho” do personagem: Piu Gaiman. Primeiro, coloquei em português no blog e depois a coloquei no blog Hector and Alfonse, o blog em inglês dos personagens.
A partir daí, foi entrar em contato com o Neil Gaiman pelo Twitter. Os amigos e as pessoas que conhecem
Os Passarinhos também enviaram mensagens para o Gaiman, até que finalmente ele leu e apresentou os personagens para seus seguidores. Na primeira hora, o blog em inglês recebeu 1228 visitas, e foram cerca de 65 RTs no twitter. Foi um dos momentos profissionais mais emocionantes da minha vida.

3) Como funciona o sistema de agenciamento das tiras? Algum veículo já mostrou interesse?
Bem, uma agência representa as tiras de diversos autores para uma lista de clientes, que são jornais, revistas e empresas de entretenimento. No caso da Intercontinental Press, ela representa os grandes nomes internacionais: Snoopy, Hagar, Recruta Zero, Fantasma, Frank & Ernest, Homem-Aranha (sim, a tira do Stan Lee) e outros para mais de 100 jornais. Foi uma honra ter sido aceito por esta agência, que também tem o Xaxado, do mestre Cedraz e a Samantha, do Alpino. A apresentação das tirinhas para os jornais é demorada, mas Os Passarinhos já foram apresentados a grandes editoras. O que resta agora é continuar produzindo e torcer que o material agrade, porque no final, é o jornal quem decide se quer a tirinha ou não...

4) E o projeto do livreto, como nasceu a ideia? São tiras inéditas ou já publicadas?
Eu tenho uma grande fome de publicar. Enquanto espero os jornais, não vou deixar o material que estou produzindo engavetado. Eu fiz um formato econômico, uma tirinha por página, e a publicação terá umas 100 tirinhas. Estou preparando uns depoimentos interessantes para a publicação, e serão basicamente as tiras que já estão no blog + as tiras que vão estar no blog. A pessoa terá a opção de ler o material todo de uma vez ou vai acompanhar o blog, que tem publicação de tira 3 vezes por semana. Serão divididos em capítulos, falando de relacionamentos, Vida de Escritor, sobre Migalhas, o Gato, sobre a mãe do Hector, a Dona Carmen. Acredito que cerca de 40% das tirinhas serão inéditas, mais o material exclusivo para a publicação. Eu sou suspeito pra falar, mas gosto de ter o material em papel para ler em qualquer lugar. Muita gente acha que não vale pagar R$ 8,00 por um trabalho que vai ser publicado em blog, mas todo mundo é livre para fazer o que quiser com o seu dinheiro. Vou ficar feliz em ter leitores prestigiando Os Passarinhos de qualquer forma: seja impresso ou na Internet.

5) Você está trabalhando em outros projetos com quadrinhos?
Sim... Na verdade, muitos e não só na área de quadrinhos: Terminei um livro de terror este mês e estou apresentando às editoras. Além disso, estou na dependência dos últimos dois ilustradores do álbum Pequenos Heróis, uma coletânea de histórias onde crianças e adolescentes fazem atos heróicos que homenageiam super-heróis da DC Comics. Inclusive estive no 6º FIQ para apresentação de 80% do projeto para o editor da DC, Eddie Berganza, que analisou o trabalho e, salvo algumas pequenas modificações, deu sinal verde para que publicássemos o material no Brasil. Ele até sugeriu uma mudança na história que faz referência ao Flash. Os dois meninos são ruivos e ele pediu que o mais velho tivesse o cabelo loiro, para que ficasse mais evidente a referência de Barry Allen e Wally West na história. Ele achou o material consistente e que as histórias nem precisariam ter as referências da DC para serem boas histórias. E pediu para ver a versão final. Outros dois trabalhos previstos para o ano que vem são dois álbuns: um no estilo steampunk e o outro para o segundo semestre: a origem do Tristão, para comemorar os 10 anos do personagem. E claro, mas tirinhas e livretos d’Os Passarinhos.


Quem quiser encomendar seu livreto, basta clicar aqui. Os leitores que comparem durante a pré-venda vão ajudar a bancar os custos de gráfica e, por isso, terão seus nomes publicados nos Agradecimentos.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Estevão Ribeiro, visite seus blogs:

http://www.estevaoribeiro.com.br/
http://euriomuito.wordpress.com/
http://tristao-umalagrima.blogspot.com/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Universo Zenith 3 disponível para donwload

O roteirista e desenhista Léo Laino continua apresentando os personagens de seu universo de super-heróis.

Nessa terceira edição, os protagonistas são o Demônio das Trevas e a vampira Selenis, que se unem para enfrentar o Reverendo Venalli e seu caçador, Triplo 7.

Mais que o traço firme e o bom uso de claros e escuros, o que chama atenção nesta HQ é o bom domínio narrativo do autor. Os enquadramentos e alguma dose de ousadia na diagramação garantem um bom ritmo à história.

Se há algum senão a fazer é a semelhança dos personagens do Universo Zenith com heróis americanos consagrados. Laino não esconde que sua inspiração são os quadrinhos dos anos 80, porém seria preferível que o Demônio das Trevas não se parecesse tanto com o Batman, nem o Triplo 7 com o Justiceiro.

Depois de 70 anos de comics de super-heróis, realmente é complicado desenvolver algo no gênero que seja totalmente autêntico. Mas confio que Laino tem talento de sobra para definir rumos mais originais para seu universo.

Quem quiser conferir Universo Zenith 3, a HQ está disponível para download gratuito no site Núcleo de Quadrinhos, a editora virtual de Adriano Gon. Ele, inclusive, divide a autoria da capa que ilustra esta nota com Laino.

Como bônus, a HQ traz uma ilustração feita por Marco Santiago, resultado da parceria profissional que nasceu aqui no Papo de Quadrinho, num debate em cima da divulgação da segunda edição de Universo Zenith.

Coisas como estas é que fazem este blog valer a pena.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A vida de Obama em quadrinhos

O livro é novo, mas o conteúdo não. Barack Obama: The Comic Book Biography cobre desde a infância do atual presidente norte-americano até os 100 primeiros dias de seu governo, passando pela campanha vitoriosa, as convenções do Partido Democrata e a cerimônia de posse.

Na verdade, este lançamento da IDW reúne material publicado anteriormente pela editora. A parte biográfica saiu em julho do ano passado, em Presidential Material: Barack Obama, quando o presidente ainda concorria com o senador John McCain – que também ganhou uma biografia em quadrinhos na época.

O restante do material - que cobre a campanha vitoriosa, a posse e os 100 primeiros dias – foi lançado numa minissérie em duas partes pouco tempo depois.

Barack Obama: The Comic Book Biography é uma compilação de todo este material, à venda desde o dia 28 de outubro. São 80 páginas ao preço de US$ 14,99. A HQ tem roteiro de Jeff Mariotte (Angel) e arte de Tom Morgan (Transformers).