História em Quadrinhos

História em quadrinhos

A palavra escrita tem a prosa. A fotografia capta um momento. O rádio traz o som. O filme dá vida ao movimento. E a história em quadrinhos… o que ela têm de diferente?

Histórias em quadrinhos são únicas.

Apenas elas podem ter um autor como escritor e artista ao mesmo tempo. Uma única mente e talento criando o pacote completo. Nesse sentido, nenhum outro meio pode transmitir diretamente as ideias e imagens do autor para a mente do receptor.

Ao contrário do romance, os quadrinhos transmitem as imagens diretamente da mente do autor sem que seja preciso traduzi-las em frases descritivas. Em um romance, o escritor é obrigado a descrever a floresta sombria e úmida, com as corujas pegajosas, lamacentas e de olhos fechados.

Nos quadrinhos o autor apenas desenha exatamente o que sua mente vê e mostra diretamente a você, o leitor. Isso é ou não é algo fantástico?!

Elas estão em todos os lugares…

As histórias em quadrinhos são conhecidas por muitos nomes, como por exemplo, HQ’s, comics, mangás, gibis, cartoons, revistinhas, etc… No entanto, independente do nome, hoje em dia é difícil imaginar um jornal sem uma tirinha ou algum anúncio publicitário sem o uso dos elementos visuais de uma HQ. Nas livrarias também não é raro encontrar prateleiras destinadas especificamente para elas.

Mestre Churrasqueiro – Tramontina

Atualmente é muito comum vermos diversas outras linguagens usadas na comunicação, como o cinema e a propaganda publicitária, se apropriando e utilizando de alguns signos ou elementos presentes também nas histórias em quadrinhos com bastante propriedade.

Apesar disso, com certeza você deve conhecer pessoas que acham que história em quadrinhos é coisa apenas para crianças. Digamos que também, porém elas não são só para crianças. Acompanhe o restante desse post e descubra que…

Elas também são coisa de gente grande!

Os quadrinhos também se mostraram o empreendimento altamente lucrativo ao longo da nossa história, basta-nos ver quantos personagens de quadrinhos foram capazes de influenciar gerações forjando sua maneira de pensar a respeito do mundo ao seu redor.

Assim como a música e o filme, para transmitir emoção, tema, estilo e história os quadrinhos têm sua linguagem própria, podendo também persuadir, entreter e informar.

Além disso, muitas vezes os quadrinhos têm a capacidade de mudar o nosso humor nos ensinado a rir de nós mesmos e das situações à nossa volta.

Sim, elas são um trabalho de arte!

Mesmo nos dias de hoje com downloads e aplicativos, os fãs de quadrinhos ainda gostam de comprar, ler e colecionar a edição genuína direto das suas lojas de quadrinhos favoritas.

No entanto, como todas as formas de arte, os quadrinhos são vistos de maneiras diferentes por diferentes tipos de pessoas. Algumas pessoas consideram quadrinhos como uma forma de arte inferior, já outros pagam muito dinheiro por edições raras.

Tudo depende de como você olha para isso. Os historiadores de arte geralmente classificam os quadrinhos como pop art (abreviação de arte popular).

A pop arte é encontrada em toda parte na cultura moderna e na mídia de massa: desde a arte feita por computador passando pelos videogames, desenhos animados, filmes de animação japoneses (animes), HQ’s, ilustrações de revistas e propagandas.

No entanto, se formos olhar por esse ponto de vista, apenas porque os quadrinhos são considerados pop art não significa que não se pode fazer deles algo sério e de valor. Alguns quadrinhos são tão bons que poderíamos reivindicá-los o status de obras de arte ou literatura. Além disso inúmeros quadrinistas foram reconhecidos e premiados por seus trabalhos.

CURIOSIDADE: A Era de Prata das Revistas em Quadrinhos foi um período de avanço artístico e amplo sucesso comercial nos principais gibis americanos, predominantemente no gênero dos super-heróis. Após a Era Dourada das Revistas em Quadrinhos no início da década de 1950, a Era de Prata é considerada a cobertura do período de 1956 a cerca de 1970Era de ouro dos quadrinhosVia Wikipedia

Quais são os principais ingredientes para uma boa história em quadrinhos

Fazer uma boa história em quadrinhos é como fazer uma pizza deliciosa: existem alguns ingredientes essenciais, e cada um deles tem o seu papel especifico. Uma pizza é uma pizza porque tem massa, molho, queijo, tomate e orégano.

Os quadrinhos têm certos ingredientes que os fazem quadrinhos: roteiro, personagens, ambientações, painéis, títulos, balões e legendas, apenas para citar alguns.

Misturando os ingredientes no equilíbrio correto, você terá uma história em quadrinhos intrigante, se deixar de fora um ou dois dos ingredientes, o produto final não será bom.

Como as grandes histórias em quadrinhos são feitas?

Interrogação Quadrinhos

Uma grande história em quadrinhos é o resultado do trabalho de uma equipe de pessoas criativas e talentosas. O responsável pela equipe é o editor. É ele quem garante que tudo seja feito a tempo e examina o quadrinhos em todas as fases.

Tudo têm início com uma reunião entre o editor e o autor. Juntos, eles discutem ideias para a história e respondem a muitas questões importantes, tais como “Quais personagens serão usados?” e “Qual será o cenário?”

Uma vez que essas perguntas forem respondidas, o autor pode começar a trabalhar. É preciso imaginação para decidir como os personagens entrarão e sairão das encrencas.

Fase 01 – Roteiro

Antes que qualquer rabisco seja colocado no papel, o autor deve escrever um roteiro. O roteiro de história em quadrinhos é o guia a partir do qual tudo será elaborado em conjunto.

No roteiro, o autor divide a história em páginas. Em seguida quebra cada página em caixas chamadas painéis.

Dentro de cada painel, o autor diz ao quadrinista (pessoa responsável por realizar os desenhos) quais serão os personagens presentes na cena e qual será ação aplicada nela. Isso feito dar-se-á início a próxima fase do processo criativo.

Fase 02 – Esboço

Na sequência o roteiro é encaminhado ao penciller. Um penciller é um artista que trabalha na criação de quadrinhos não se preocupando muito com a caprichos da arte em si. Esse será responsável por dar vida ao que chegou em suas mãos.

Nessa fase, através de um desenho sem detalhes (Rafe) ele decide o tamanho dos painéis e como irá traduzir em imagens o que o autor descreveu com palavras.

Agora, com a representação visual da cena o autor decide qual será o diálogo entre os personagens escolhendo também se haverá, ou não, efeitos sonoros painel.

PARA SABER: Um penciller (ou penciler) é um artista colaborador que trabalha na criação de histórias em quadrinhos, graphic novels e outras formas de arte visual, com foco em ilustrações primárias a lápis, daí o termo “penciller”, da palavra pencil= lápis em português. Na indústria de histórias em quadrinhos americana, o grafite é o primeiro passo para apresentar a história em forma visual, [1] e pode exigir várias etapas de feedback com o escritor. Esses artistas estão preocupados com layout (posições e vantagens em cenas) para mostrar os passos no enredo.Via Wikipedia

Fase 03 – Arte final

HQ no primeiro estágio de arte final

Quem dá continuidade ao processo criativo é o Inker . O Inker é uma espécie de arte-finalista e o segundo artista na linha na produção tradicional de quadrinhos.

Ele é responsável por começar a dar vida à história adicionando detalhes aos personagens através do contorno de tinta, refazendo o desenho usando um lápis mais grosso, uma caneta ou um pincel.

Como a última mão na cadeia de produção antes do colorista, um bom inker além de poder salvar lápis trêmulos também tem a palavra final sobre a aparência da página ajudando a controlar o humor, o ritmo e a legibilidade de uma história.

Aqui os personagens recebem expressões faciais e trajes completos. Os fundos também são preenchidos dando ao leitor uma ideia mais clara do que os eles estão fazendo, sentindo e onde a ação está ocorrendo.

Em nosso exemplo, as partes “reais” da imagem, como pessoas, árvores e edifícios podem ser vistos com mais clareza, pois o inker têm a liberdade para usar sua imaginação. Veja as rajadas de energia vindas da arma do vilão, elas não existiam no esboço.

HQ no segundo e último estágio de arte final

O inker também preenche algumas áreas da arte completamente, tornando-as totalmente negras. Por exemplo, o inker preencheu a maior parte da fantasia do vilão, fazendo com que o personagem parece mais perigoso do que no desenho a lápis.

Zoom arte final

O contorno é usado para adicionar sombras. Note como a tinta tornou as linhas de lápis mais ousadas e mais fortes.

Usando linhas de espessuras diferentes, o inker pode fazer com que os personagens saiam do fundo dando trabalho de arte bidimensional uma sensação tridimensional.

Fase 04 – Cores

Acabada a etapa de finalização o passo final é colocar cor nos desenhos! O artista que escolhe e adiciona cor ao preto e branco é chamada de colorista.

HQ estágio final já colorida

Durante anos, a coloração dos quadrinhos foi feito com marcadores e tintas especiais a mão livre. Tais técnicas ainda existem, porém hoje em dia, coloristas trabalham em computadores e softwares gráficos.

Uma das partes mais importantes do trabalho do colorista lida com a luz.

O traje de um personagem deve ser da mesma cor em todos os painéis e em todas as páginas. Mas isso não significa que os personagens pareçam exatamente iguais sempre que você os vir.

O colorista deve imaginar como a iluminação deve estar em cada painel. Deve ser brilhante e ensolarado? Deve ser escuro e tempestuoso? A iluminação mudará a aparência do personagem em cada cena.

Fase 05 – Tipografia

Ok, agora que os painéis foram desenhados e coloridos faltam apenas as cerejas do bolo, os textos! Esse é o papel para o Letterer . Ele é o último membro de uma equipe de criadores e fica responsável por desenhar os textos usados na HQ.

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